Vozes Femininas



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Dica

Pergunta: Eu ouvir falar de um exercício para ganhar tons melhores que envolve se curvar à frente da cintura. Como é isso?



Resposta: Aqui está, e funciona. Eu o utilizei por anos com cantores clássicos e populares e obtive grande desempenho. Enquanto você levemente dobra os joelhos e mantém sua costa ereta, incline para frente ate suas mãos estiverem nos joelhos. Enquanto estiver olhando para o chão, comece a fazer "hummm". Então diga Me Me Me. Continue com outras vogais e consoantes nasais / de bochecha e finalmente, com palavras completas. O objetivo é desarmar a tensão na face / cabeça / garganta, permitindo ao som naturalmente ressoar na área da máscara e dos dentes. A liberdade fisiológica traz a liberdade acústica. Isto resulta em mais som com menos esforço. Uma variação seria girar as costas enquanto caindo pra frente, trazendo suas mãos para baixo, quase chegando no chão
Divisão de vozes
Bom, isso fica a escolha de quem arranja. Por exemplo o acorde de Dó maior; você põe o baixo para fazer o dó2 (o baixo ou a nota mais grave geralmente fica com a tônica) o tenor põe pra fazer o sol2, o contralto faz o mi3, e o soprano pode repetir o dó4 ou o sol3 ou até mesmo o mi4 1 oitava acima do contralto.

Esse tipo de coisa, varia muito de acordo com a emoção da música, se você quer fazer um acorde final bem agudo e brilhante, ponha o baixo pra fazer o dó3, o tenor o mi3, o contralto o sol3 e o soprano o dó4 ou mi4 ou sol4.

Na minha opinião, se as vozes masculinas estão numa área média/grave, soam melhor se estiverem separadas por uma quinta (ex: dó/sol) já as vozes das mulheres soam melhor se tiverem separadas por uma terça (ex: mi/sol). Porém isso é muito relativo, o melhor mesmo é você fazer testes e ver o que fica melhor em cada parte da música.
Tenho uma dúvida e, caso alguém possa me ajudar, agradeço.
No acorde de DO MAIOR temos a tríade DO-MI-SOL (a título de exemplo). Sendo a noda DO o baixo, quais notas representariam o tenor, o contrauto e o soprano? Ou seja, qual o intervalo de notas existente entre essas vozes?

Depende da música, se esse fosse o acorde inicial da música, ou seja, quando o coro começa a cantar, eu colocaria assim:

Baixo: Dó 2
Tenor: Sol 2
Contralto: Mi 3
Soprano: Sol 3 ou Dó 4

Há muitas maneiras de se colocar isso, vai depender da música e que tipo de emoção ela quer despertar no ouvinte.


Esse assunto é bem legal, então, como sempre, vamos por partes:

Conceitos básicos de teoria musical (pra melhor entendimento):

Intervalo é a distância entre dois sons. Na música ocidental, sua menor divisão é o semitom, ou 1/2 tom. Partindo-se de uma nota fundamental, temos 12 semitons até se chegar na mesma nota. Exemplo:

C - Db - D - Eb - E - F - Gb - G - Ab - A - Bb - B - C

PS: o símbolo "b" significa Bemol, e diminui a altura da nota em um semitom. Sei que o comum é colocar Sustenidos (# - eleva a altura da nota em 1 semitom), mas continuem lendo porque logo abaixo vocês vão entender o porquê.

Esse intervalo entre uma nota e ela mesma, em alturas diferentes, é chamado de oitava. Pegando-se essa mesma escala, temos nomes diferentes de intervalos, e o resumo está abaixo:

C-Db - Segunda menor / C-D - Segunda Maior / C-Eb - Terça menor / C-E - Terça Maior / C-F - Quarta Justa / C-Gb - Quinta Diminuta / C-G - Quinta Justa / C-Ab - Sexta menor / C-A - Sexta Maior / C-Bb - Sétima menor / C-B - Sétima Maior / C-C - Oitava justa

Uma escala é uma sucessão de notas, em uma sequência determinada por um padrão intervalar. Seguindo essa tabela acima, se quisermos formar uma escala Maior, é só pegarmos os intervalos Maiores e agrupá-los de forma sequencial, como feito abaixo:

C - D - E - F - G - A - B - C (note que todas as notas, em relação à nota C, formam intervalos Maiores)

Seguindo a primeira tabelinha, podemos notar o seguinte padrão de intervalos, onde 1 tom equivale a 2 semitons (o intervalo seria o "-" , ou seja, o que separa as notas umas das outras):

1Tom / 1Tom / 1 Semitom / 1 Tom / 1 Tom / 1 Tom / 1 Semitom

Com esse padrão, podemos montar qualquer escala Maior, é só pegar qualquer nota e seguir esse padrão intervalar.

Um acorde, seja ele maior ou menor, é formado por uma tétrade; são quatro notas, também organizadas seguindo intervalos prá-definidos. Vamos ver, por agora, só as tríades formadoras dos acordes, pra maoir entendimento.

As tríades são 3 notas que formam o "esqueleto" do acorde. Uma tríade Maior é formada por uma nota fundametal, sua Terça Maior e sua quinta Justa. Com esse padrão intervalar pode-se montar qualquer acorde. Como colocado numa mensagem acima, um acorde de C maior é formado por C - E - G.

A tríade menor difere da tríade maior por apenas uma nota: a terça. No acorde Maior, ela é uma Terça Maior; no acorde menor, é uma terça menor. O mesmo exmplo em C, então, ficaria C - Eb - G.

Agora vamos ao que interessa: 2ª voz

Geralmente, na música popular se usa muito a 2ª voz aberta em terças maiores. Até aqui nenhuma novidade, isso já foi dito nas mensagens anteriores. O que é novidade é que, se você for acompanhar a melodia do cantor principal, você terá que se adaptar harmonicamente (dentro da harmonia em questão) à essa melodia. Por exemplo, numa música que está em C maior (tendo C-D-E-F-G-A-B como notas passíveis de serem utilizadas), e a melodia é C - A - B - G - E - C, se você pegar a terça maior de cada nota e cantála, vai soar estranho. Você terá que pegar terças maiores e menores, dependendo da nota.
Vamos abrir uma 2ª voz pra essa melodia citada acima: o princípio seria abrir terças pra essa melodia. Como estamos em C maior, só podemos usar notas da escala de C Maior, mesmo que a terça maior de determinado acorde esteja fora da escala de C Maior. Explicando:

Melodia: C - A - B - G - E - C


2ª voz (errada) E - C#- D#- B - G#- E

Note como todas as terças são Maiores. Isso, no entanto, soa errado porque as notas C#, D# e G# não estão na escala de C Maior. A abertura certa da 2ª voz seria:

Melodia: C - A - B - G - E - C
2ª voz: E - C - D - B - G - E

Veja como temos terças Maiores (C-E / G-B) e menores (A-C / B-D / E-G). Esse seria o princípio de se abrir 2ª voz em 3ªs. Seguindo esse princípio, podemos abrir vozes em qualquer intervalo. Basta respeitar a escala em questão.

Sobre o Sertanejo: o comum em vozes sertanejas é que o tenor (voz mais aguda) faça a melodia principal e o barítono (voz mais grave) faça uma 6ª (sim, 6ª) porém uma oitava abaixo. Pra quem já estudou um pouco de Intervalos/Harmonia antes desse (enorme) post, isso é um intervalo de 3ª descendente. Explicando:

Melodia: C - E - G - B - C


2ª voz sertaneja errada- A - C#-E - G#- A (mais grave do que a melodia)

Note que todos são intervalos de 6ª maior. Corrigindo essa 2ª voz, temos:

Melodia: C - E - G - B - C
2ª voz sertaneja: A - C - E - G - A (mais grave do que a melodia)

É basicamente isso. São explicaçôes bem condensadas, mas acredito ser um bom resuminho. Pra quem não gostou do post longo, me desculpem. Não revi o texto, então se vocês acharem algum erro, gritem. Quaisquer dúvidas é só escrever novamente, que eu respondo assim que possível. Espero ter ajudado.



Cobertura Vocal

Cobertura, cover , arredondamento, deckung, vowel modification, agiustamento, copertura, e vários outros termos são aplicados à mesma coisa.


Se engana quem acha que é um recurso do canto lírico, na verdade não é lírico nem popular, uma vez que é o controle indireto dos músculos involuntários da laringe através de uma modificação mas vogais na medida em que fazemos uma escala ou vocalize do grave para o agudo. É claro que o segredo disso é onde começa a modificação e qual a taxa de modificação aplicada (sempre mínima).
O resultado não deve ser percebido por quem escuta, e sim só por quem produz.
CANTOR X PÚBLICO

Simplificando, é uma técnica para relaxar os músculos da laringe nos agudos e nos hiper agudos.


Na minha opinião é a chave para que os agudos que todos buscam comecem a rolar......

Dificilmente iremos para os agudos com liberdade se a zona de passagem não for bem feita e nisso a modificação de vogal ajuda muito.


Internacionalmente e bem aceito a idéia de passagio, tomando por exemplo um tenor lírico, primeiro passagio (Ré) e segundo Passagio (F#).
A respeito do controle indireto dos músculos da laringe através de modificação de vogal ou vowel modification, é uma forma de controlar músculos que não obedecem a um controle direto. Por exemplo, ninguém consegue relaxar a tensão nas cordas vocais pensando nelas diretamente, uma vez que o ser humano mal tem sensações precisas neste local, aliás, muitas pessoas não sabem nem dizer precisamente onde elas ficam, bem como os músculos da laringe.
Com o pensamento voltado para as vogais e fazendo o serviço correto podemos relaxar os músculos da laringe na medida em que vamos para os agudos, não porque pensamos nesses músculos, mas como conseqüência de pensar em uma vogal sendo ligeiramente modificada.
Em relação aos exercícios é um pouco complicado de fazer sem uma correta orientação de um professor ouvindo o que você está fazendo. Em todo o caso lá vai:

1- Faça um arpejo em terças com a extensão de duas oitavas começando pelo dó central (caso você seja soprano) DO MI SOL DO MI SOL DO


2- Utilize a vogal I

3- As três primeiras notas pense na vogal i da palavra índio em seguida comece a modificar para a vogal i da palavra ich (eu em alemão)


4-Nunca permita que um i da palavra índio se transforme totalmente no i da palavra ich. na verdade você mescla a primeira vogal com a outra de um modo muito gradativo,
se fizer tudo certo você vai perceber que o simples fato de modificar o i, vai relaxando a musculatura na medida em que vai para o agudo.
com a prática ninguém percebe diferença de timbre no seu i do grave para o agudo, pois essa técnica é para relaxar os músculos e não alterar o som do i.
repito que sem professor fica complicado, e alguns não gostam ou não pensam dessa maneira ou até desconhecem.
Os professores que conhecem mais não gostam tem receio do aluno ficar demarcando lugares ao piano aonde ele deva modificar a vogal, e na verdade com a pratica não precisa demarcar nada.
Bom, o conceito é esse, para todas vogais, tem sua justa modificação.
espero ter esclarecido. o assunto pode ser um pouco complicado, mas a aplicação pratica é muito simples.
para os tenores rola o mesmo uma oitava abaixo.
Moçada, é o seguinte, não vamos chamar isso de máscara, pois de máscara não tem nada. Devemos sempre que possível, associar o nome ao mecanismo verdadeiro usado. Por essa razão que o termo cobertura, cover, copertura de la voce, etc... não dizem direito ao que se propõem. Vamos chamar de ajuste de vogal ou modificação de vogal, assim o nome já dá uma idéia do serviço ok?

Na verdade existem vários tipos da vogal "i", vou citar pelo menos 3:


i da palavra índio
i francês i/u
i/e no português de Portugal e tupi guarani.
o i da palavra ich não é nenhum dos citados acima, é um i um pouco mais escuro. como também o thin inglês.
não existe em português o que é uma pena senão já teria falado... depois falamos mais.

Tente com a vogal A, sendo modificada ligeiramente para Ó no mesmo lugar do exercício com o Í, o A da palavra FATHER indo para Ó da palavra SONG. Mas não se esqueça que você só deve mesclar e não modificar totalmente.

Quem tiver interesse e curiosidade deste exercício faça o seguinte:
HOMENS – cantem a seguinte seqüência com a vogal E da palavra elefante.
DO MI SOL DO MI SOL DO (duas oitavas)
Quem não conseguir ir até o DÓ agudo faz só
DO MI SOL DO MI SOL

Quem não conseguir até o SOL faz


DO MI SOL DO MI
O E da segunda oitava começa a ser ligeiramente modificado (um pouco mais escuro gradativamente)

MULHERES –façam com I da palavra INDIO a mesma coisa

Cada voz tem um melhor lugar pra começar a modificação

Aquecimento Vocal - Três Técnicas Básicas

Técnicas para os lábios

Esse exercício é feito com a vibração dos lábios. Para isso, deve-se levar os lábios à frente, elevando o diafragma, para que este sirva de apoio na execução do exercício. Os lábios devem ficar completamente relaxados, para que a passagem de ar entre eles faça-os vibrar. O resultado desta vibração, lembra a pronúncia conjunta das letras BR e poderíamos compará-lo a uma imitação do ronco do motor de uma moto.



Técnica da língua

Esta técnica é realizada com a vibração da língua, lembrando uma pronúncia exagerada da letra R. Para a execução desta técnica, também deve-se elevar o diafragma fazendo com que este proporcione um bom apoio. O som deste exercício nos faz lembrar uma hélice de helicóptero em movimento. Procure passear com estas técnicas por regiões graves e agudas de sua voz.



Técnicas com a letra M

Este exercício é feito para que, a princípio, a pessoa sinta a vibração da letra M internamente e, sobretudo, sinta esta ressonância na região das bochechas (caixa de ressonância da voz).

O efeito deste M interno nada mais é do que a própria preparação bocal que fazemos normalmente para que possamos pronunciar palavras que comecem com esta letra, porém, esta preparação será agora prolongada.

Para se produzir este M interno corretamente, deve-se cerrar os lábios e imaginar um espaço dentro da boca suficiente para caber uma bola de ping-pong. A ponta da língua deve estar em contato com os dentes frontais superiores e o som do exercício lembra a pronúncia do nº 1, porém prolongado e com a boca fechada.

É preciso tomar cuidado para que a vibração do som não se torne nasal, pois após um tempo de sustentação deste som, com o apoio da elevação do diafragma, a boca se abre lentamente na pronúncia da sílaba MO, prolongando-se o O.

Para uma boa execução deste exercício, sugiro um prolongamento de quatro tempos, marcados pausadamente, para a sustentação do M interno e mais quatro tempos para a sustentação da letra O.

Este M interior, é muito utilizado na forma de "mantra" (sons utilizados no processo de meditação, que possuem significados importantes nas religiões orientais) e o ideal é que seja pronunciado como forma de reflexão do som que todos nós possuímos e queremos aprender a usar.

Mais uma vez quero ressaltar a importância da elevação do diafragma. Para isso, você pode, a princípio, contrair a barriga, descontraindo-a gradativamente a medida que o exercício é realizado e o ar inspirado no início é solto.

Quando falo das bochechas com caixa de ressonância, é para conscientiza-lo que, trazer a vibração do som exclusivamente para a garganta é um "suicídio vocal" ou seja, um convite a rouquidão ou a aquisição de nódulos vocais, entre outros danos.

Por fim, quero colocar que estes exercícios servem como um aquecimento para as cordas vocais, como um início de utilização do diafragma e devem ser feitos descontraidamente, pois desta forma serão incorporados, assim como a ginga natural de um bom sambista.



Exercícios Relaxamento

1) Bem devagar, faça movimentos com a cabeça: primeiro, para a frente, como se fosse encostar o queixo na base do pescoço; depois, para trás, apontando o queixo para o teto; depois para os lados, tentando encostar a orelha no ombro (não eleve o ombro!);

2) Sempre devagar, faça movimentos de rotação com a cabeça. Deixe ombros relaxados (se ficar tonto, pare, leve a língua ao céu da boca e aperte);

3) Faça movimentos circulares de rotação com os ombros - primeiro de trás para a frente, depois inverta;

4) Em pé, procure alcançar o teto com as mãos. Sinta a musculatura se alongando, especialmente a dos braços e das laterais do tronco. Deixe, então, o corpo "desabar" para a frente, com as mãos em direção ao solo. Vá levantando lentamente, começando pela cintura - a cabeça é a última a voltar à posição ereta;

5) Esfregue as mãos para aquecê-las. Massageie então o seu pescoço, começando atrás das orelhas e descendo até os ombros. Sinta os pontos mais tensos e massagei-os com as pontas dos dedos;

6) Deitado de costas, contraia apenas os dedos dos pés. Perceba a tensão, então relaxe os dedos. Perceba a diferença entre os estados de tensão e relaxamento. Repita a operação para cada parte do corpo - pé, batata da perna, joelho, até chegar ao rosto. Aprenda a sentir o constraste entre tensão/relaxamento para poder identificar partes de seu corpo tensas.

EXERCÍCIOS FÍSICOS

Alguns exercícios físicos para desenvolver os músculos do tórax. O tórax é a caixa onde estão alojados os pulmões, recipientes do ar, e o canto exige um desenvolvimento de sua musculatura.


Os exercícios seguintes, com os quais deve começar a educação vocal, oferecem ainda as vantagens de endireitar as espáduas curvadas, desenvolver o busto e fortificar o músculos que sustentam os seios.

Primeiro exercício: Mova os ombros, descrevendo com eles um círculo o mais amplo possível para cima, para trás, para baixo, para frente). Enquanto realiza estes movimentos, os braços permanecerão relaxados e soltos ao longo do corpo como um boneco de trapo. Insista no movimento particularmente para trás, que corrige as omoplatas salientes.


A atitude para o cantor é a que resulta do exercício no momento em que os ombros voltam a baixar logo depois de terem sido levados para trás, porém, flexivelmente.

Segundo exercício: Coloque os braços ao longo do corpo com as mãos espalmadas.

1º) Vá levantando-os lateralmente até alcançar a altura dos ombros.
2º) Momento de suspenso. Gire as mãos colocando as palmas para cima
3º) Levante os braços até que as mãos toquem por cima da cabeça, sem dobrar as articulações. Estique os braços o mais alto possível, como se quisesse alcançar o teto.

Durante esta subida efetue uma grande inspiração, cortando-a no momento de suspenso, porém sem soltar o ar. Os pulmões devem estar cheios quando as mãos se encontrarem por cima da cabeça.

4º) Abaixe os braços até a altura dos ombros.
5º) Momento de suspenso. Gire as palmas para baixo.
6º) Abaixe os braços ao longo do corpo

Este momento de descida deve ser acompanhado de uma expiração completa, interrompida no momento de suspenso (sem retomar o ar durante o mesmo).


O ar deve ser administrado de tal maneira que permita uma respiração regular.
Para obter um maior proveito desses movimentos, é preciso que os faça com energia. Executados brandamente seriam pouco menos que inúteis.
Seria bom imaginar ter um grande peso em cada mão, que se opõe tanto à subida como na descida.

Terceiro exercício: Inicia com os punhos cerrados e colocados diante do peito. Evite fortes cotoveladas para trás e volte os punhos à sua posição normal.

Quarto exercício: Estenda os braços em forma de cruz e, conservando esta posição, adentre o quanto seja possível em qualquer ângulo da casa, avançando de frente para a aresta.

Quinto exercício: Separe as pernas, afrouxe os braços e agache-se ao expirar e levante-se ao inspirar.



EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS

Primeiro exercício: Para o controle da permeabilidade nasal:

1º) Inspire profundamente pela narina direita, apoiando o polegar sobre a narina esquerda para fechá-la.


2º) Retenha o ar fechando as duas narinas com o polegar e o indicador.
3º) Destape a narina esquerda e expire por ela.
4º) Suspenso.
5º) Aspire profundamente por esta mesma narina. Tape-a novamente e expire pela direita. Prossiga deste modo tapando alternadamente uma e outra narina.

Este exercício é excelente pela massagem que provoca nas fossas nasais; é um dos mais antigos e céleres exercícios dos Yoga, da Índia, que lhe atribuem efeitos maravilhosos para limpar o cérebro e purificar o sistema nervoso. Permite um maior rendimento no trabalho mental e favorece o descanso do intelecto depois de um esforço do pensamento. Porém, para realizá-lo segundo os preceitos da Yoga, seu ritmo deve ser regido pelas batidas do coração: a inspiração durará 6 batidas, o suspenso 3, a expiração 6 e o suspenso 3.

Segundo exercício: Realize várias expirações e inspirações profundas, movimentando ao máximo a caixa torácica, e sem levantar os ombros (controle-se pelo aparelho).
Importante: Para todos os exercícios seguintes, a inspiração deverá ser ampla e silenciosa, como ao inspirar o perfume de uma flor: as narinas se abrem amplamente, as costelas se separam e o diafragma desce. Para obter a respiração total requerida por estes exercícios, deve ter-se a sensação de encher os pulmões primeiramente pela sua parte inferior.

Terceiro exercício:

1º) Inspire profundamente (tal como indicado acima).
2º) Instante de suspenso, para o bloqueio da costelas e do ar.
3º) Aproximando os lábios como para assobiar, envie um pequeno jorro do ar, no dorso da mão. Imagine que o ar bloqueado tem como única saída o orifício de uma agulha. O jorro de ar deve ser frio e compacto: se for quente, isso indica que o ar passa em excesso. A expiração (que durará 30 segundos) deve ser feita sem tropeços.

Quarto exercício:

1º) e 2º) tempos como o terceiro exercício.
3º) Como o anterior, porém interrompendo duas vezes a expiração, sem retomar o ar durante esses cortes.
Quinto exercício:

1º) e 2º) tempos como o terceiro exercício.


3º) Diga sss..., como para fazer alguém calar. A duração mínima da expiração será de 30 segundos.
Vigie a calma e a regularidade da emissão. Para isso, imagine que o som sss... tropeça contra uma parede intransponível: os incisivos superiores.

Sexto exercício:

1º) e 2º) tempos como os anteriores.
3º) Expire sobre zzz... (30 segundos). O "z" francês, como o zumbido de uma abelha.

Sétimo exercício:

1º) e 2º) tempos como os anteriores.
3º) Expire sobre iii... (30 segundos). Esta vogal deve ser murmurada sem voz e se sente o ar como freado no palato ósseo.

Oitavo exercício:

1º) e 2º) tempos como para os demais
3º) Conte 1, 2, 3 etc (com uma voz de cabeça muito leviana) expulsando o ar estritamente necessário para a palavra, e suspendendo a expulsão entre dois números.
A princípio deve chegar a contar 60, para passar logo de 100.
É conveniente fazer estes exercícios respiratórios diariamente, o que não levará mais de 10 ou 12 minutos e podem ser feitos a qualquer hora do dia.
Porém, Porém, cuide para não se cansar, especialmente se teve algum problema com a pleura. nesse caso deverá proceder gradualmente com muita prudência
Respiratório

1) Inspirar expandindo o tórax/barriga; sinta o alargamento das costelas flutuantes, mais ou menos na altura da cintura. Não levante os ombros nem estufe o peito! Mantenha a musculatura do pescoço relaxada. Prenda o ar por alguns segundos e expire esvaziando totalmente os pulmões;

2) Repita o ex.1, fazendo o som "SSSSS..." (contínuo) durante a expiração; mantenha o som homogêneo, estável, sem variações de intensidade, durante um tempo confortável e sem exageros;

3) Repita o ex.1, desta vez fazendo sons curtos em "S" (stacatto); a cada som, procure expandir o tórax (como se quisesse alargar a cintura);

4) Alternar os sons "SSSSS" e "S" "S" "S" (contínuo/stacatto);

5) Repetir os mesmo exercícios acima, com os sons "CH" e "FFFF"; marque o tempo que achar confortável, e procure ir aumentando sua capacidade, sem perder qualidade;

6) Inspire lentamente enquanto caminha 5 passos; observe o alargamento do tórax. Quando for dar o 6o. passo, comece a fazer o som "hummmmm..." com a boca fechada (bocachiusa) por mais 5 passos. Atenção: use a região média de sua voz (não deve ser muito aguda nem muito grave). No 6o. passo, expire todo o ar que restou e recomece o ciclo todo novamente;

7) Repita o ex.6, mas ao invés de "hummmm", conte de 1 até 5, dizendo um número a cada passo. Novamente, use a região média de sua voz;

8) Repita os ex.7, mas tente variar o tempo de expiração. Tente ir acrescentando mais passos para cada número que for dizendo. Isto vai auxiliá-lo a monitorar seu progresso.



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