When did you last see your father



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QUANDO VOCÊ VIU SEU PAI PELA ÚLTIMA VEZ?


Dirigido por Anand Tucker
Estrelado por

Colin Firth Jim Broadbent Juliet Stevenson



Seleção Oficial do International Film Festival de Toronto em 2007


Publicidade da Costa Leste IHOP

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Distribuidor

Sony Pictures Classics

Carmelo Pirrone

Leila Guenancia

550 Madison Ave

Nova York, NY 10022

212-833-8833 tel

212-833-8844 fax



Visite o site oficial: www.whendidyoulastseeyourfathermovie.com



Sinopse Curta
Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez? (When Did You Last See Your Father?) É uma exploração agressiva do relacionamento entre pai e filho, conforme Blake Morrison precisa lidar com a doença terminal de seu pai Arthur e sua iminente morte. As lembranças de Blake de tudo o que foi divertido, constrangedor e irritante sobre sua infância e adolescência se misturam com cenas enternecedoras e emocionantes do presente, conforme ele luta para ficar de bem com seu pai, e sua história de conflito e aprende a aceitar que os pais nem sempre são responsáveis por seus filhos.
Dirigido por Anand Tucker (Hilary e Jackie), de um roteiro escrito por David Nicholls, adaptado do livro de Blake Morrison de mesmo nome, o filme é estrelado por Colin Firth, Jim Broadbent, Juliet Stevenson, Gina McKee, Claire Skinner, e Matthew Beard.

Sinopse Longa_________ __
Arthur Morrison (Jim Broadbent), e sua esposa Kim (Juliet Stevenson) são médicos da mesma especialidade no coração de Yorkshire Dales, Inglaterra. Eles têm dois filhos, Gillian (Claire Skinner), e seu irmão mais velho Blake (Colin Firth). Blake é um escritor bem estabelecido de quarenta anos de idade, casado, com dois filhos e que tem que enfrentar a doença terminal de seu pai.
O filme começa durante uma viagem de família durante o verão no final dos anos cinqüenta. Arthur pega o acostamento para passar na frente de todos os outros carros que estão presos num engarrafamento para chegar primeiro numa corrida, e um Blake com oito anos de idade e o resto da sua família estão completamente envergonhados. É a primeira de muitas lembranças que ilustram a atitude de Arthur perante a vida e seu orgulho de conseguir alguma coisa sem objetivo. Esses episódios da infância também apresentam Beaty (Sarah Lancashire) e sua filha, Josie. Logo se torna bem claro que Beaty e Arthur são bem mais que somente amigos e Josie tem toda a chance de ser filha de Arthur. O Blake adulto se esforça para descobrir a verdade sobre Josie, e ao fazer isso, descobre os parâmetros interessantes do casamento de seus pais.
A essência desse relacionamento entre pai e filho é mais explorada através de lembranças da adolescência de Blake – um feriado em família, um desajeitado casinho com a babá – onde o envergonhado e introvertido Blake é constantemente esmagado pelas maneiras galanteadoras de seu pai e sua necessidade de ser o centro das atenções. Também existem lembranças ternas e alegres; de Arthur ensinando Blake a dirigir, uma viagem para acampar na chuva, e Arthur dizendo adeus para Blake quando ele foi para a faculdade. No presente, se torna claro que Arthur ainda domina seu filho já crescido, uma dinâmica na qual Blake já se conformou mas que contraria bastante sua esposa Kathy (Gina McKee).
Quando ele e sua família encaram a realidade do câncer de Arthur, Blake se vê forçado a se reconciliar com seu passado. As recordações de Blake são entremeadas com cenas intransigentes e de partir o coração do declínio e submissão de Arthur para com a doença que o está matando. É irônico que a batalha de Arthur contra sua falta de saúde corre paralela à luta de Blake para ficar de bem com seu pai, mas existe uma inevitabilidade humana com que todos nós podemos nos identificar. É apenas depois da morte de Arthur; somente depois que as lágrimas caem que Blake finalmente consegue ficar em paz com suas lembranças.

Elenco
Colin Firth Blake Morrison

Jim Broadbent Arthur Morrison

Juliet Stevenson Kim Morrison

Gina McKee Kathy Morrison

Elaine Cassidy Sandra

Claire Skinner Gillian

Matthew Beard Jovem Blake Morrison (14 anos de idade)

Bradley Johnson Jovem Blake Morrison (8 anos de idade)

Sarah Lancashire Beaty
Equipe
Anand Tucker Diretor

David Nicholls Roteirista


Baseado no livro de Blake Morrison
Elizabeth Karlsen Produtora

Stephen Woolley Produtor

Laurie Borg Co-produtor

Lizzie Francke Produtora Executiva

Tessa Ross Produtora Executiva

Gary Smith Produtor Executivo

Paul White Produtor Executivo

Howard Atherton Diretor de Fotografia

Trevor Waite Editor

Alice Normington Designer de Produção

Caroline Harris Figurinista

Barrington Pheloung Música Original

Christine Blundell Maquiadora e Estilista de Cabelos



A Produção

Publicado pela primeira vez em 1993, o livro de Blake Morrison When Did You Last See Your Father? é um extraordinário retrato da vida em família, e um honesto e comovente relato da vida e morte de seu pai. O livro se tornou um campeão de vendas ganhando os prêmios J R Ackerley Prize e o Esquire / Volvo / Waterstone’s Non-Fiction Book Award, e inspirando toda uma geração de memórias confessionais.


Blake Morrison explica: “Eu nunca imaginei que escreveria um livro sobre meu pai, mas quando ele ficou doente eu meio que entrei em choque e me peguei fazendo anotações diárias como forma de lidar com isso. Conforme eu ia escrevendo, comecei a recuperar memórias da minha infância, as quais se mostraram terapêuticas na hora de encarar a morte de meu pai. Eu mostrei as anotações para alguém que pensou que elas poderiam interessar aos outros, com isso, uma coisa que começou completamente particular acabou se tornando um livro”.
O poder da história está na extrema franqueza, uma característica a qual Blake reconhece que poderia não ter existido caso ele não escrevesse o livro quando seu pai estava morrendo. Ele explica: “Minhas regras normais de censura não estavam no lugar. Eu estava tão desorientado com tudo o que estava acontecendo que acabei falando tudo”.
Quando a produtora Elizabeth Karlsen leu o livro ficou totalmente cativada por ele: “Eu pensei que era completamente maravilhoso, um livro realmente bonito, que me cativou totalmente e que a história universal funcionaria muito bem nas telas do cinema”, diz Elizabeth. Infelizmente ela descobriu que o livro já havia sido escolhido como tema de uma produção. “Achei que essa história tinha acabado ali”, conta Elizabeth. No entanto, algum tempo depois, Elizabeth começou a imaginar o que teria acontecido com o livro. “Esses assuntos que ficam na sua cabeça”, ela conta, “são impossíveis de não voltar a eles”. Para sua felicidade, ela descobriu que a produção não havia vingado e, juntamente com o produtor veterano Stephen Woolley, fechou de imediato com o livro para sua empresa, a Number 9 Films.
Sua primeira ação foi pedir para David Nicholls, roteirista da série de TV Cold Feet, para que fizesse o roteiro. Ele havia lido o livro quando foi publicado pela primeira vez, uns dez anos atrás, e ficou fascinado por sua brutal honestidade. Desde então ele nutria um desejo de adaptar o livro para as telas de cinema.
David conta: “Eu achei o livro incrivelmente comovente. Ele lida com um assunto que quase não foi mencionado antes, com tanta honestidade, franqueza e detalhes. Tenho um enorme respeito por Blake por ele ser tão emocionalmente honesto. Ele literalmente ‘cuspiu tudo o que estava dentro dele’ nesse livro. É o que o torna tão atraente”.
O roteirista e os produtores estavam bem cientes das dificuldades de adaptar esse livro em particular para um roteiro. Apesar de ter um extraordinário relacionamento como tema central, a história é muito impressionista e secundária, e não se presta naturalmente para uma narrativa. David explica: “O problema de se adaptar as memórias de alguém para o cinema é que a vida real tende a não seguir a linha de um filme – início, meio e fim. O maior desafio tem sido se manter verdadeiro ao conteúdo do livro enquanto impomos o formato certo, e extraímos os detalhes que funcionam bem nas telas de cinema”.
David continua: “No filme, nós tentamos repetir a sensação que se tem do processo pelo qual Blake passa conforme ele vai escrevendo suas memórias – no início enfurecidas pelo falso-moralismo de seu pai, por sua afetação, por sua constante necessidade de estar em evidência, no caminho para aceitar todas essas qualidades e finalmente encontrar a paz com a lembrança de seu pai, e isso, independente de suas exasperantes qualidades, o fazia ser um homem atraente e carismático. O que é extremamente comovente no livro, e o que espero ter conseguido alcançar na adaptação, é a jornada de Blake do ressentimento com seu pai até a aceitação de suas lembranças, e essa é uma jornada bastante ponderosa”.
“Apesar de ser trágico que o pai morra, e que Blake experimente tamanha perda e confusão em seu lamento”, observa Elizabeth, “também, é a real celebração de uma vida – e de um relacionamento”.
Com um roteiro sendo feito, os produtores voltaram sua atenção para achar o diretor correto para o projeto, e descobriram que eles dividem a mesma visão comum do filme com o diretor Anand Tucker. “Ele realmente me comoveu, e eu quis fazer. Fo simples assim” lembra Anand. “Foi um daqueles momentos únicos… David escreveu um roteiro muito bonito e que também é divertido, comovente e terno. Existe alguma coisa muito atrativa na vida real, e a forma com que Blake foi tão honesto sobre o que acontece quando uma pessoa está morrendo. Isso foi essencial para preservar essa verdade, e, com sorte, isso permitirá que o público experimente suas próprias emoções através desse filtro que é o personagem, e se movimente por eles sem que se sintam expostos”.
Elizabeth conta: “Nós chamamos Anand para dirigir o filme porque achamos que ele era a pessoa perfeita para o material. Ele mostrou com o brilhante Hilary e Jackie (Hilary e Jackie) o quão capaz ele é em lidar com uma narrativa íntima e emocional sem fazer a história ficar diminuta ou as imagens mundanas. Ele é um verdadeiro cineasta, que consegue pegar uma história pessoal e elevá-la a um nível altíssimo de visual e emoção”.
Chegando ao projeto com seu próprio entusiasmo e perspectiva, Anand trabalhou junto com David para dar forma ao roteiro de filmagem. David fala: “Anand se envolveu com o material de uma forma sensível e poética”. Blake se sentiu seguro com a dedicação de Anand para com a autenticidade devido as várias perguntas que ele fez. Blake lembra: “Eu tenho um enorme respeito por Anand Tucker como diretor. Eu tive que aceitar que um livro e um filme são coisas bem diferentes e que o filme tinha que funcionar de forma diferente, mas eu confiei em Anand desde o início que ele iria encontrar um meio termo para expressar tanto o humor quando a tristeza. Eu sabia que ele estaria atento ao poder emocional do material. O que era específico para mim e para minha família não é tão importante, o que é fundamental é transmitir os elementos essenciais dos relacionamentos numa família, e tenho certeza que o filme irá honrar isso”.

A Família Morrison
No centro dessa história está o retrato firme do relacionamento entre pai e filho. Blake explica Arthur Morrison e seu relacionamento com ele: “Eu amava meu pai, mas ele era um homem difícil. Ele era dominador e o resto da família, eu, minha mãe e minha irmã, vivíamos à sua sombra. No entanto, ele tinha uma personalidade extraordinária e era muito carismático”. Ele continua: “Muitos pais querem que seus filhos sigam suas pegadas e isso, com certeza, era uma verdade para meu pai. Era seu sonho que eu assumisse a profissão da família. Infelizmente, eu não tinha interesse algum em ser médico, então eu o desapontei. Ao mesmo tempo, quando ele viu que eu estava indo muito bem no campo que escolhi como escritor, acredito que ele sentiu algum orgulho”.
Nos papéis centrais de Blake Morrison, o filho, e Arthur Morrison, o pai, os cineastas tiveram muita sorte em conseguir a primeira escolha de atores para os personagens, dois dos melhores atores ingleses, Colin Firth e Jim Broadbent. Elizabeth fala: “Nós tínhamos esperança de que, por causa do roteiro ser tão poderoso e Anand um diretor de tanto talento, esse seria um projeto que eles não poderiam recusar... Nós ficamos muito felizes que os dois tenham resolvido aceitar os papéis”.
“Eu vi uma história que era simplesmente irresistível em sua honestidade”, diz Colin, sobre sua decisão de aceitar o desafio de um personagem autobiográfico. “Eu conhecia o livro, e amei desde o momento em que o li por várias razões diferentes. Eu não reagi somente a honestidade e descrição comovente dos relacionamentos tratados no livro, eu também reagi ao sabor dos anos 60 e 80, lavar o carro em um domingo, armar uma barraca debaixo de uma tempestade, colocar remédio em seus machucados e também o que é ser um adolescente, desesperado para ser levado a sério. Desde os pequenos detalhes até a força principal do material, a coisa toda bateu. Quando eu vi o roteiro contido e resumido de forma tão bela de David Nicholls, dirigido por Anand Tucker, eu soube que isso era algo que eu queria fazer”.
Apesar do entusiasmo dele em assumir o papel de Blake, Colin explica: “No início eu achei o personagem de Blake difícil de ser feito, simplesmente porque todos os outros personagens eram descritos de forma tão vívida, principalmente a figura ponderosa de Arthur, e sempre existe uma certa nebulosidade em um personagem na primeira pessoa. Contudo, existe uma extraordinária força na forma como Blake passa por tudo isso internamente”. Não é a primeira vez que Colin assume o desafio de interpretar uma pessoa real, e ele explica: “O que é importante é você capturar o espírito da pessoa. Você precisa partir dos detalhes e se concentrar nisso”.
Sobre o relacionamento entre pai e filho que o filme explora, Colin comenta: “Acho que Blake admira muito seu pai. Não acho que as coisas seriam tão difíceis para ele caso isso não acontecesse. Ele se sente oprimido pela força de seu pai e não envergonhado por suas imperfeições. Ele sente inveja da facilidade que seu pai tem em lidar com as pessoas e sua habilidade de conseguir atenção. Isso atinge a todos de forma muito forte, eu acho... O relacionamento conflituoso que todos nós temos com nossos pais, as pequenas maneiras que seu pai tem de te levar ao limite. Você pode ser uma pessoa de sucesso de 45 anos de idade, mas basta você voltar para casa e em dez minutos você volta a ser um adolescente grosseiro novamente – com apenas uma simples palavra”.
Anand fala: “Colin é um ator maravilhoso. Esse é um papel muito difícil de ser interpretado por ser bem passivo. A jornada de Blake é mais interior, na qual ele reflete sobre seu passado, então você está vendo um homem pensando. Isso é muito difícil para um ator interpretar de forma convincente, mas Colin tem a rara habilidade de se manter imóvel e ainda assim convencer bastante”. Dada a universalidade da história, era essencial escalar um ator para fazer o papel de Blake com o qual o público simpatizasse. Anand continua: “o que acontece com Colin é que você se preocupa com ele desde o momento em que ele aparece na tela, mesmo que ele esteja irritado e sendo desagradável, ele tem essa humanidade essencial nele”.
Elizabeth concorda: “Nós precisávamos escalar um ator com o qual o público pudesse se identificar por causa da familiaridade da história. Acontece que ele também é encantador, divertido, inteligente, trabalha de forma bem focada, com isso, trabalhar com ele foi um enorme prazer”.
O ganhador do Prêmio da Academia, Jim Broadbent também reagiu ao roteiro com muito entusiasmo. “Esse papel é um presente”, diz ele. “Eu fiquei comovido pela forma como o relacionamento entre Blake e Arthur foi mostrado. Blake Morrison em seu livro, e depois no roteiro de David, assumiu uma visão totalmente imparcial do relacionamento entre pai e filho, mas ao mesmo tempo ele conseguiu ser completamente emocional. Eles descreveram um relacionamento totalmente afetivo, apesar de todas as dificuldades”.

Jim reconhece de imediato que Arthur é um personagem bem intrigante de ser feito, e confiou na clara e detalhada descrição feita no livro e no roteiro para capturar a essência desse homem: “Ele é um personagem extremamente complexo. Ele é divertido, mas ao mesmo tempo rude e desagradável, teimoso, mas ainda assim, encantador e agradável. A combinação de todas essas características fazem de Arthur um personagem fascinante”.


Sobre o relacionamento entre Blake e Arthur, Jim comenta: “Existe uma grande porção que ressoa no relacionamento de Blake com seu pai que é muito universal. Acho que vemos um arco do relacionamento que muitos de nós já experimentaram de Blake ainda criança que idolatra seu pai como um herói, passando pelo adolescente que se ressente com ele tanto quando se envergonha, e depois um adulto que começa a respeitá-lo e, ao entende-lo melhor, volta a amá-lo. A diversão está nos detalhes que Blake escreveu a respeito, e que David capturou para o roteiro que permite que nos identifiquemos com o material”.
“Jim é simplesmente um ator extraordinário”, comenta Elizabeth, que já trabalhou com ele várias vezes antes em filmes como Laura, A Voz de uma Estrela (Little Voice) e Traídos pelo Desejo (The Crying Game). “Ele é capaz de capturar a alma de cada cena e isso parece acontecer sem nenhum esforço da parte dele. Ele vai direto ao ponto certo do personagem”. Ela continua: “Jim tem uma estrutura quase de camaleão. Ele realmente usa seu corpo no seu trabalho o que permite que ele retrate Arthur com diferentes idades de forma bastante convincente”. Anand concorda: “Jim é uma força da natureza. Acho que seu segredo é que ele pensa sobre a cena antes dele chegar a locação, mas na hora da filmagem ele age totalmente de impulso e ele tem essa rara confiança e habilidade que permite que a cena simplesmente ‘aconteça’...”
Blake Morrison ficou encantado pelo fato de Jim Broadbent ter sido escalado para fazer o papel de seu pai. “É difícil de imaginar qualquer outra pessoa para interpretar meu pai tão bem quanto Jim Broadbent. Apesar dele não ser fisicamente parecido, ele conseguiu atingir brilhantemente seu tom de voz, e o mais importante, ele conseguiu capturar o espírito do homem”.
Escalada para fazer o papel da mãe de Blake, a esposa de Arthur, Kim, a renomada atriz de teatro Juliet Stevenson, respondeu com entusiasmo a familiaridade da história. “É sobre a dinâmica da família – do amor ao ódio, e todas as nuances que existem no meio”. Ela também gostou do desafio de interpretar uma mulher em várias idades diferentes. Ela conta: “Eu estava ansiosa em explorar esses diferentes capítulos de uma vida”. Ela continua: “Eu senti um enorme senso de responsabilidade ao fazer o papel de mãe de alguém – uma pessoa icônica na vida da maioria das pessoas – mas é uma responsabilidade boa porque estou encantada em descobrir a essência de quem foi a mãe de Blake... Quando descobrir, poderei então tomar minhas próprias decisões sobre como interpretá-la”. Para ajudar nesse processo, Juliet procurou ajuda em um dos outros livros de Blake Morrison, Things My Mother Never Told Me, para aprender mais sobre essa personagem a qual ela foi escolhida para interpretar.
Sobre o relacionamento com Arthur e seus filhos, Juliet fala: “Acho que ela amava Arthur, e ele a adorava, mas acredito que houvesse um tipo de distanciamento interno da parte dela com relação a Arthur, em grande parte por causa das infidelidades dele que ela teve que enfrentar durante seu casamento. Acho que, provavelmente, ela canalizou sua paixão para os filhos. Acho que ela se sensibiliza com o enorme efeito que Arthur tem sobre Blake e é por isso que ela sempre está lá tentando manter as coisas calmas, ser a mediadora entre eles. Ela se sensibiliza até mesmo com os melindres de um Blake adulto com relação ao seu pai. Sua função ainda é proteger seu filho do que seu pai pode fazer com ele, mesmo ele já sendo um adulto”.
Atuar ao lado de Colin e Jim tem sido uma ótima experiência para Juliet. “Acho Colin um ator maravilhoso. Ele é muito flexível e nós dividimos um interesse pela dinâmica entre os personagens. Tem alguma coisa bem de menino nele, então foi muito fácil me sentir maternal com relação a ele”. Ela continua: “Jim também é um ator maravilhoso. Ele vem com uma enorme bagagem. Sua performance é extremamente rica em detalhes apesar de parecer sem esforço”.
Juliet personificou tudo o que os cineastas estavam procurando para o papel de Kim. Elizabeth observa: “Nós precisávamos de alguém com uma presença sólida – assim como alguém que pudesse fazer a passagem das idades. Precisávamos de alguém que o público pudesse acreditar que passaria por tudo aquilo com Arthur por todos aqueles anos. Ele é um personagem adorável, mas ele é um transgressor e nós precisávamos de alguém que o público acreditasse que estaria lá passando por tudo e ainda assim amá-lo. Juliet é uma excelente atriz e sabíamos que ela seria capaz de conseguir isso, que ela poderia conduzir esse nível de graciosidade e maturidade emocional”.
Anand acrescenta: “Eu vi alguma coisa em Juliet muito próxima da impressão que tive de Kim”. Esse é um elemento importante para Anand já que ele está interessado na qualidade essencial de um ator.
Trabalhar com Anand tem sido uma experiência maravilhosa para Juliet. “Anand é glorioso no set de filmagem. Ele é cheio de um entusiasmo sereno e tem um amor pelo trabalho que é realmente incrível. Ele faz escolhas bastante criativas e interessantes. Ele está tirando o material de uma biografia e levando para algo mais poético e não tem medo de usar essa linguagem e está filmando isso de uma forma bem interessante”.
No papel do Blake adolescente, os cineastas ficaram muito felizes quando escalaram a ‘descoberta’ da diretora Priscilla John, Matthew Beard. Apesar de Matthew atuar na televisão e em produções teatrais desde que tinha cinco anos de idade, Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez? (When Did You Last See Your Father?) é seu primeiro filme para cinema. Anand fala: “Eu assisti a várias fitas de teste e Matthew se destacou. Ele me comoveu! Ele é um jovem muito inteligente e que já passou por uma drama familiar próprio, ele mostrou uma habilidade de realmente entender o material. Ele também vem a ser um ótimo ator e um jovem adorável”. Matthew ficou muito feliz em ser chamado para fazer o papel e reconheceu o Blake adolescente que ele interpreta em muitas pessoas de sua idade: “Ele é um adolescente típico – e apesar dele ter um pai dominador que impõe suas opiniões – ele ainda consegue ver os dois rindo juntos”.
Arrematando o resto da família Morrison, está Gina McKee fazendo o papel da esposa de Blake, Kathy, que fala sobre o projeto: “Era um roteiro lindamente escrito, ilustrando os relacionamentos nessa família de forma rude e comovente, mas ainda assim divertida. Eu senti uma grande quantidade de apoio ao projeto e fiquei muito feliz em fazer parte disso”. Claire Skinner faz o papel de Gillian, a irmã de Blake: “Era uma história maravilhosa – e todos podem se identificar com ela. Ter que lidar com a extraordinária experiência de ter que falar adeus a seu pai e ainda assim ter que sair e comprar leite. Acho que essa é a beleza da história. Ela lida com a normalidade da vida – e da morte”.




A Filmagem
Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez? (When Did You Last See Your Father?) foi filmado em sete semanas em locações em Londres, Sussex, em Derbyshire por cinco semanas e em sets de filmagem construídos no Twickenham Studios por mais duas.

Os realizadores foram encarregados com a enorme tarefa de representar três eras – os anos 50, 60 e os 80 – mas a visão compartilhada, o comprometimento e os talentos do diretor de fotografia Howard Atherton, da designer de produção Alice Normington, da figurinista Caroline Harris, e da maquiadora e estilista de cabelos Christine Blundell pavimentou o caminho para um filme com um visual maravilhoso.


Anand já trabalhou com Alice em vários outros filmes antes e fala: “Nós desenvolvemos um tipo de taquigrafia profissional e entendemos um ao outro”. Eles sentaram juntos bem no início do projeto e trabalharam a forma como eles queriam representar cada período. Uma abundância de material de referência fotográfica dado por Blake Morrison ajudou a uniformizar seus desenhos e garantir um ótimo grau de autenticidade.
Locações como o Liberal Club em Londres para a Cerimônia de Premiação; o famoso Goodwood Motor Circuit em Sussex, onde Arthur envergonha sua família ao ultrapassar a todos presos no trânsito; o pitoresco Petworth Park, onde o Blake criança flagra Arthur no carro com Beaty; a bela praia de West Wittering, onde Arthur ensina Blake a dirigir; e Brighton, para o jogo de Golf Maluco. As locações em Derbyshire incluiram dois Lodges; Cromford e Weston, o qual serviu como locação para The Grange, a casa da família Morrison.
Em resumo, David diz: “O filme é sobre um relacionamento comum entre pai e filho e toda a ansiedade, sofrimento, constrangimento e emoções desse relacionamento. O fator rotineiro da história e sua extrema franqueza farão, assim espero, do filme uma experiência emocional e atrativa”.


O Elenco


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