Xxiv encontro anual da anpocs (outubro de 2000) grupo temático (N. 10)



Baixar 97.55 Kb.
Página3/3
Encontro31.12.2018
Tamanho97.55 Kb.
1   2   3
Revue d’Histoire du Théâtre, Paris, Publications de la Societé d’Histoire du Théâtre, avril-juin, 1998, n.158, pp50-58. Este número reproduz na íntegra a mesa-redonda coordenada por Odette Aslan, por ocasião do centenário de nascimento de Jouvet, com a participação de atores, alunos do Conservatoire e outras pessoas que trabalharam com ele.

25


 Cf. Mastroianni apud Augusto Massi, “Memorável Mastroianni”, Jornal de Resenhas ( suplemento da Folha de S.Paulo), 10 de junho de 2000, p.10

26


 Cf. Louis Jouvet, Prestiges et perspectives du théâtre français: quatre ans de tournée en Amérique Latine, 1941-45, Paris, Galimard, 1945.

27


 Cf. Louis Jouvet, Le comédien désincarné, op.cit., p.112.



28 Declaração de Julien Bertheau, transcrita no número 158 da Revue d’Histoire du Théâtre, op. cit, p.39.

29


 Cf. Jean-Jacques Roubine, A linguagem da encenação teatral, op. cit., p.52.



30 O encontro de Jouvet com Copeau ocorreu em 1911, no mesmo ano do seu casamento com Elsie Collin, com quem teve três filhos. Dinamarquesa como a mulher de Copeau, de quem era amiga, Elsie foi a responsável pelo encontro dos dois e pelo início da carreira de Jouvet como integrante do elenco do Vieux-Colombier, do qual Dullin também fez parte. Informações obtidas em Paul-Louis Mignon, Louis Jouvet, Lyon, La Manufacture, 1991, p. 19. Além de ser a mais completa biografia sobre Jouvet que encontrei, o livro apresenta, sob a forma de anexo, uma cronologia detalhada da sua vida e trajetória, bem como um levantamento bibliográfico exaustivo de tudo que foi escrito em língua francesa e inglesa sobre ele.

31


 Expressão de Dullin, apud Jean-François Dusinge, Le théâtre d’art, op. cit., p.198



32 Para uma discussão mais particularizada das posições defendidas por Baty, consultar os trabalhos citados de Dusigne e Roubine.

33


 Todas as citações desse parágrafo foram retiradas do manifesto de fundação do Cartel, datado de 6 de julho de 1927 e assinado por Jouvet, Dullin, Baty e Pitoëff. Reproduzido no livro de Dusigne, Le théâtre d’art, op. cit., p.188.


34 Idem, p.208.



35 O contrato que lhes fora proposto pelo administrador da Comédie-Française não implicava no abandono da direção dos seus respectivos teatros.


36 Para uma análise aprofundada dessa questão, conferir o livro de Gisèle Sapiro, La guerre des écrivains, 1940-1953, Paris, Fayard, 1999.

37


 Todas as informações relativas à história e à dinâmica da Comédie-Française, nessa época, foram retiradas do livro de Marie-Agnès Joubert, La Comédie-Française sous l’Ocupation, Paris, Tallandier, 1998. Por meio do acompanhamento quase etnográfico das alianças e dos conflitos de seus integrantes (societários, pensionistas, diretores e administradores) e da investigação das pressões políticas externas (decorrentes da ocupação de Paris pelos alemães e do governo de Vichy) que recaíram sobre a Comédie, a autora constrói uma análise instigante, minuciosa e bastante bem documentada sobre a experiência dessa instituição no período da Guerra.

38


 A administração de Copeau (1940-41) foi, segundo Marie-Agnès Joubert, desastrosa sob muitos pontos de vista. Ele não tinha o talento administrativo de Bourdet nem a força política e a autoconfiança necessárias para o desempenho do cargo. Tampouco se destacou pelo lado artístico, mantendo-se por demais preso ao seu passado como diretor do Vieux-Colombier . Além disso, fora nomeado numa situação complexa e não contava com a adesão integral dos societários que, divididos, dirigiram uma parte do seu apoio a Bourdet. Para maiores informações, conferir o trabalho citado da autora.

39


 “Nommés metteurs en scène à la Comédie-Française en même temps qu’Édouard Bourdet en était nommé administrateur, ayant été associés à son effort, nous nous devons de le suivre quand il est écarté. Nous avons donc l’honneur et le regret de vous remettre nos démissions en vous priant d’agréer, Monsieur le Ministre, l’expression de notre respectuex dévouement”. Carta transcrita no livro de Marie-Agnès Joubert, op.cit., p. 399, nota 423.

40 Cf. Louis Jouvet, Prestiges et perspectives du théâtre français, op. cit., p.10.


41 A esse respeito, ver o livro de memórias da atriz Madeleine Ozeray, A toujours Monsieur Jouvet, préface de Marcel Aymé, Paris, Buchet/Castel, 1966. Nascida na Bélgica em 1910, Madeleine Ozeray tornou-se conhecida em Paris, em 1931, no papel de uma prostituta na peça Le mal de la jeunesse, de Bruckner. Um de seus maiores sucessos foi como Ondine na peça Tessa (original de Margareth Kennedy, adaptado por Giraudoux), na qual contracenava com Jouvet, formando um par romântico. Encenada pela primeira vez em 1934, a peça marcou o início da relação amorosa entre ela e Jouvet, casado, na época, com a dinamarquesa Elsie Collin


42 Essas e outras informações sobre a trajetória e a carreira de Jouvet foram obtidas em Paul- Louis Mignon, “Enfin Louis Jouvet vint” in: Godart et alli (orgs.), Athénee-Théâtre Louis Jouvet, Paris, Éditions Norma, 1996, pp.71-133. Utilizei também o livro de Paul-Louis Mignon, Louis Jouvet, op. cit.


43 Um registro dessa primeira temporada de Jouvet no Rio de Janeiro encontra-se no livro de memórias de Álvaro Moreyra (1888-1964), As amargas, não ... Rio de Janeiro, Editora Lux, 1954, pp. 190-91. O escritor (ligado ao teatro amador carioca) que assistira, em Paris, a estréia de Jouvet na inauguração do Vieux-Colombie (1913), narra o seu encontro no Rio, em 1941, com o diretor francês, reproduzindo alguns dos diálogos travados entre eles. “Giraudoux é o autor vivo que mais admira ... Aliás, todos os autores que merecem este nome – retruca Jouvet – são os donos do espetáculo, no meu modo de sentir e compreender. O ‘metteur-en-scène’, os atores, os auxiliares, dos maiores aos menores, são acessórios. O autor, o poeta, eis tudo -. Prolongar a conversa - nas palavras de Moreyra - seria bom, se ele não fosse com um homem sério que leva o teatro a sério e que ia trabalhar pela noite adentro”.



44Além de L’École des femmes (de Molière), encenada no dia 7 de julho de 1941, o grupo apresentou as seguintes peças no Rio de Janeiro, durante o mês de julho: Knock (de Jules Romains, no dia 9), La jalouisie du Barbouillé (de Molière), La folle journée (de Emile Mazaud), La coupe enchantée (de La Fontaine, todas as três no dia 14), Ondine (de Giraudoux, no dia 16), Monsieur Le Trouhadec saisi par la débauche (de Jules Romains, no dia 19), Electre (de Giraudoux, no dia 22) e La guerre de Troie n’aura pas lieu (de Giraudoux, no dia 25). Informações obtidas no artigo e no livro citados de Paul-Louis Mignon.


45 Cf. Louis Jouvet, Prestiges et perspectives du théâtre français, op. cit., p.22.


46 Idem, p. 10.


47 Henriette Morineau teve uma atuação importante no teatro carioca, tendo contribuído diretamente na formação de vários atores e atrizes, como Bibi Ferrieira e Fernanda Montenegro, considerada a maior atriz viva do teatro brasileiro. Na Companhia de “Madame” (como era chamada Morineau), Fernanda deu, em 1953, a guinada necessária para a sua profissionalização como atriz, graças à influência decisiva que dela recebera. Em suas palavras, “ela me fez ver que eu tinha encontrado uma profissão qualificada, disciplinada, conseqüente (....) Morineau era um monumento, um arquétipo. Mantinha sempre a distância própria de uma primeira figura do elenco. Não permitia intimidades, mas forjava sempre um caráter teatral. A sensação que eu tinha era a de estar diante de um primeiro-mininistro. Fui sua súdita agradecida”. Trechos do depoimento de Montenegro transcrito no livro de Lúcia Rito, Fernanda Montenegro em o exercício da paixão, 4a ed., Rio de Janeiro, Rocco, 1995, pp.49-50.

48


 Durante a primeira Guerra, entre 1917-19, Jouvet participou da (longa) temporada, nos Estados Unidos, do teatro Vieux-Colombier. A experiência de atuar num país estrangeiro e de acompanhar a cena teatral de Nova York, onde residiu a maior parte do tempo, foi fundamental para o aprimoramento da sua formação como ator, interessado, já naquela época, em aprofundar também os seus conhecimentos na esfera da cenografia.

49 Informação obtida no livro de Paul-Louis Mignon, op. cit. p.110.


50 Para uma visão mais aprofundada da obra desse dramaturgo, consultar Sábato Magaldi, Nelson Rodrigues: dramaturgia e encenações, São Paulo, Perspectiva/Edusp, 1987. Ver também Ruy Castro, O anjo pornográfico: a vida de Nelson Rodrigues, São Paulo, Companhia das Letras, 1992.

51 Cf. Gustavo Dória “Os Comediantes”, Dionysos, Rio de Janeiro, Ano XXIV, n.22 (edição monográfica dedicada ao grupo Os Comediantes), dezembro de 1975, pp.15-16.


52 Idem, pp.16-17.

53


 O conselho que Jouvet deu aos Comediantes em 1942, para procurarem um autor brasileiro, sem o que não seria efetiva a renovação do teatro local, seria repetido, em 1947, no mesmo sentido mas com outro conteúdo, para o diretor Giorgio Strelher, fundador, junto com Paolo Grassi, do Piccolo Teatro de Milão, em 1947. Como todo diretor, Strehler tinha problemas de repertório e, de início, se interessava por peças americanas e inglesas. Num de seus encontros com Jouvet, este disse: - “tu préfères le Chianti au Coca-Cola, alors monte plutôt des pièces italiennes”. E foi montando autores italianos, como Pirandello, Gozzi, Goldoni, Bertolazzi, entre outros, que Strelher efetivamente se destacou, contribuindo, assim, para a renovação do teatro italiano. Cf. “Jouvet et l’acteur’, Revue d’Histoire du Théâtre, op. cit., p.35.

54


 Para uma visão aprofundada da vida e da trajetória profissional de Ziembinski, consultar o livro de Yan Michalski, Ziembinsli e o teatro brasileiro, São Paulo, Hucitec; Rio de Janeiro, Ministério da Cultura/Funarte, 1995.



55 Cf. Décio de Almeida Prado, Clima, n.13, agosto de 1944, pp.84-84.


56 Cf. Décio de Almeida Prado, O teatro brasileiro moderno, São Paulo, Perspectiva, 1988, pp.40-41 (esse ensaio foi publicado pela primeira vez em 1984, no vol.4 da História geral da civilização brasileira, sob a direção de Boris Fausto).


57 Cf. Décio de Almeida Prado, “Adeus a Cacilda”, O Estado de S. Paulo, 15.6.1969.

58


 Trechos do depoimento de Cacilda transcrito no livro organizado por Nanci Fernandes e Maria Thereza Vargas, Uma atriz: Cacilda Becker, 2a. ed. revista, São Paulo, Perspectiva, 1995, p.34.

59 Para uma análise densa da relação entre o processo de metropolização de São Paulo, o sistema cultural e acadêmico e as alterações na estrutura social da cidade, no decorrer dos anos 50, consultar a tese de livre-docência de Maria Arminda do Nascimento Arruda, Metrópole e cultura: São Paulo meio de século, mimeo, FFLCH, USP, 2000





Compartilhe com seus amigos:
1   2   3


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal